A parte que me toca
Será apenas refúgio dos podres desejos
O corpo que se envolve ao outro
Só mostra frigidez carnal
Não tenho receio
Do que virá agora
O sangue derramado foi banal
É como esperar de olhos vendados a noite chegar.
Estou viva, porém cansada.
Buscando a malícia,
Dos homens do mundo,
Que me comovem com seus desempenhos
São minhas reações ou
Entrego-lhe sorrisos,
Ou ganham minha língua,
Coisas de criança anêmica e apática
Meu espírito foge
Ansiosamente, talvez por delírio e prazer,
Desfiro a imagem do espelho,
Indecifráveis palavras e escrevo.
Nada mais me fere
Dessas chagas não tenho medo
Se a consciência escraviza
Não será insuportável a loucura.
Meu raciocínio não conspira
Tento buscar o ar e não respiro.
Meus desordenados pensamentos não calculam.
Por isso inspiro...